sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dez dos 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre

    Em março o autor Rafael Guimaraens irá lançar o livro 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre. Fruto de uma pesquisa de mais dez anos,são relatos de diversos assuntos e de diversas épocas, veja quais são dez destes 20 relatos:

1) Maria Degolada: A mística em torno da moça assassinada que virou santa popular.

2) A enchente de 41: O heroísmo do operário João Scott na Usina do Gasômetro.

3) O vácuo negro da ausência: O drama inapelável da viúva de Júlio de Castilhos.

4) A maldição da negra Inácia: Acusada de feitiçaria doméstica é assassinada pelos patrões.


5) O papillon porto-alegrense: A espetacular fuga da Ilha do Presídio a bordo de duas panelas.

6) Opereta em cinco atos: O romance entre a estrela mirim e o jovem maestro italiano.

7) Teatro contra a escravidão: Uma conversa entre o dramaturgo Arthur Rocha e o poeta Cruz e Souza.

8) A Paixão de Araújo Vianna: O dramático caso de amor entre o compositor e a melhor cantora da cidade.

9) A herança do irmão Joaquim: O frei ermitão e caridoso que construiu a Santa Casa de Porto Alegre.


10) O delegado e os crimesda Rua do Arvoredo:  Fala da história mais escabrosa de Porto Alegre, o chamado “crime do linguiçeiro”.

    O lançamento acontecerá durante a Semana de Porto Alegre, mas o livro já está em pré-venda no site da editora, para comprar o livro clique aqui.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

No Metro: 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre

      Saiu hoje no jornal Metro uma pequena amostra do que será o novo livro de Rafael Guimaraens. 

      "20 Relatos Insólitos de Porto Alegre" (Libretos Editora) reúne histórias que o autor pesquisa há mais de dez anos. São relatos diferentes entre si em épocas (principalmente final do século 19 e século 20), e em formas de contar, que misturam drama, romance, tragédia, memória, jornalismo e teatro.

     O lançamento está marcado para o dia 27 de março, durante a Semana de Porto Alegre, mas o livro já está em pré-venda no site da editora, para comprar o livro clique aqui.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Governar na crise: lançamento-show-debate

     Com a honrosa produção do Coletivo A cidade que queremos, do Clube de Cultura e do autor Marco Weissheimer, convidamos para lançamento-show-debate em 6 de março, segunda-feira, 19h30, no Clube de Cultura (Ramiro Barcelos, 1853).

"Governar na Crise" – Um olhar sobre o governo Tarso Genro. 2011/2014", de Marco Weissheimer.

Após a apresentação do livro haverá debate e show.


De olho na programação:
19h30 - Apresentação do livro e debate
21h30 - Show com Renato Barcelos e Gugga Rays

Promoção:
- Coletivo A Cidade Que Queremos Porto Alegre
- Clube de Cultura

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vem aí um novo trabalho de Rafael Guimaraens

   "20 Relatos Insólitos de Porto Alegre" reúne histórias que ele pesquisa há mais de dez anos. São relatos diferentes entre si em épocas (principalmente final do século 19 e século 20), e em formas de contar, que misturam drama, romance, tragédia, memória, jornalismo e teatro. Embora não seja essa a intenção, acabam revelando faces misteriosas, estranhas e obscuras da capital, com a preocupação de mostrar o que move os personagens das histórias, mas sem qualquer juízo moral sobre suas ações.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sopapo Poético: Antônio Torres recomenda

    O livro Sopapo Poético está entre as recomendações de Antônio Torres, curador da Nuvem de Livros. Este e outros livros da Libretos estão disponíveis na Nuvem de Livros.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Governar na Crise no Sul21 por Céli Pinto

    Matéria sobre o livro Governar na Crise, de Marco Weissheimer, que saiu no Sul21 no último dia 25.

Governar na Crise - Por Céli Pinto

     A leitura do excelente livro “Governar na Crise”, de Marco  Weissheimer, sobre o governo Tarso Genro, nos obriga a perguntar: quando teremos novamente uma proposta de governo como aquela?

O livro traça uma radiografia muito completa sobre o governo de Tarso Genro, mostrando todas as propostas e realizações. Não se trata de um elogio fácil, certamente muitas das propostas não conseguiram ser realizadas completamente, outras talvez pudessem ter sido melhor formatadas, mas o que fica muito claro é que havia uma proposta de governo e ela  tinha uma concepção política ideológica precisa: era democrática, tinha uma preocupação central com o social, com as classes populares, com o funcionamento correto dos serviços públicos. Mas nada disto foi suficiente para impedir a derrota de Tarso e, em 2016, do PT  nas eleições  municipais de Porto Alegre.

     No capítulo do livro que analisa esta derrota, Tarso Genro é entrevistado e afirma que  “perdemos pelos nossos acertos; perdemos porque perdemos a opinião pública.”  Concordo com o governador e a questão agora é saber porque, apesar  dos acertos,  perdemos a opinião pública.

     A questão da mídia, tanto nacional como regional, cumprindo com grande eficiência a tarefa de desconstruir o PT, sempre deve ser considerada como um ator fundamental.Mas o que não podemos  esquecer é que esta mídia não mudou nos últimos três anos, os ataques aos governos petistas pela Globo e especialmente pela RBS, no Rio Grande do Sul, foram constantes deste a primeira vez que o PT assumiu a prefeitura de Porto Alegre com Olívio Dutra. O que aconteceu é que, em um certo momento, o massacre da mídia tornou-se o princípio da verdade.

    Podemos refletir sobre esta questão, a partir da problemática da rearticulação do capitalismo internacional e nacional.  Podemos refletir a da crise política  e dos repetidos escândalos de corrupção.
Penso que estes fatores devem ser levados em consideração, mas temos de pensar analítica e politicamente e responder uma outra  questão: por que o eleitor vota agora na direita? Votou em massa em prefeitos conservadores, neoliberais em figuras que transitam nas margens da caricatura, como o atual prefeito de São Paulo.

     Muitas críticas foram feitas ao PT, e uma das mais fortes é que o partido se afastou dos movimentos populares. Isto é verdade. Um partido no governo por muitos anos se deturpa, não por questões morais, por gosto pelo poder e outras quimeras desta natureza. Deturpa-se porque governar é o esforço do possível. Cada pequena vitória, que parece as vezes prosaica para o cidadão  comum, custa muitas vezes grandes acordos. Isto é da natureza do governar em regimes democráticos e nós vivíamos em um regime democrático com todas as mazelas que a democracia traz consigo.

     Mas o afastamento dos movimentos sociais, discutido repetidamente dentro do próprio PT, não explica o voto na direita, pelo simples fato de que imensa maioria dos eleitores que votaram no PT nunca pertenceram a nenhum movimento social, não era esta a militância que fazia a maioria votar no PT. Quem votava no PT, e agora votou no Marchezan, no Doria, no Crivella e outros da mesma linha, são homens e mulheres trabalhadores, simples, que acreditavam no PT, que melhoraram de vida nos governos petistas, mas que viram o partido desmoronar. Não foram os governos petistas que desmoronaram, foi o partido. Tarso Genro fez um bom governo no Rio Grande do Sul. Haddad foi certamente o melhor prefeito do Brasil durante a sua gestão. Mas isto não resultou em ganhos para os candidatos em 2016.

    Junto aos velhos eleitores petistas que abandonaram o partido está uma juventude, que possivelmente é a massa do eleitorado que não compareceu às urnas. É um eleitorado, muitas vezes de esquerda, mas não petista e não partidário. O PT, para quem tem 20 anos, é o velho. Desde que se deram conta da vida, o PT era o governo, era a autoridade a ser batida. E os jovens têm razão. O PT atualmente é um partido de pessoas velhas, na sua grande maioria.

     Não  parece razoável pensar que o PT morreu, mas para que o partido possa se apresentar novamente com uma proposta vitoriosa eleitoralmente, para que possamos ter na disputa política as questões de desenvolvimento, de democracia, de igualdade como centrais, o partido tem de enfrentar suas mazelas. A renovação é urgente. O pacto democrático que possibilitou a viabilidade política do PT se esgotou. E o PT é parte deste pacto, superá-lo exige um esforço político hercúleo.

    A história do surgimento do PT é a história do novo em um cenário de pacto político (não democrático, porém pacto) esgotado. O PT pode ser  um ator  importante na construção de um novo pacto  democrático no Brasil, mas não está escrito nas estrelas que será. E esta é a realidade a enfrentar. O PT tem de novamente dizer ao povo brasileiro a que veio, para rearticular sua bases e sair do imobilismo das discussões intra partidárias.

Céli Pinto é Professora Titular do Departamento de História da UFRGS.